Sobre

Isabela Sá Roriz 

Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Seus trabalhos trazem à tona toda a sutileza e a impermanência das relações que nos constituem, e que nos rodeiam, sejam essas sociais ou econômicas, o próprio corpo, ou o próprio espaço. Trazem a “afirmação” de que nós e tudo que nos co-habita é instável, e que estruturas são sistemas de equilíbrios frágeis e inconstantes. Pois corpos e espaços são como processos produtores de conhecimento e, ao mesmo tempo, processos indetermináveis.

A construção de alguns de seus trabalhos evocam instabilidades físicas para desestabilizações ideológicas, propõem uma ação confrontadora diante de perspectivas dominantes e resignações pessoais, construindo pequenos “ataques” subjetivos, apontamentos poéticos, entendendo também a impermanência de sua temporalidade. Assim, a instância política é poética, entendo o espaço como uma categoria produtiva, um acontecimento, o local das transformações sociais e não um fundo à priori homogênio ou heterogênio, onde as ações se estabelecem.

Isabela Sá Roriz é artista visual, mestre em Linguagens Visuais pela UFRJ. Representada pela Galeria Simone Cadinelli no Rio de Janeiro, a artista foi premiada em primeiro lugar na XX Bienal de Santa Cruz de La Sierra em 2016. Foi finalista do III Prêmio Reynaldo Roels Jr. em 2018 e selecionada para o programa de imersões artísticas do Parque Lage em 2019. Participou do Programa Incubadora Furnas Sociocultural, que abrigou e investiu em artistas plásticos emergentes.  A artista participou de mostras nacionais e internacionais em importantes espaços culturais, como: As Cavalariças do Parque Lage, a Fundação Eugênio de Almeida em Évora/Portugal, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Solar dos Abacaxis, Museo de Arte Contemporáneo de Santa Cruz de La Sierra na Bolívia e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.